Capítulo 3.2 — Agency, autonomia limitada e blast radius¶
🎯 Objetivo¶
Estabelecer que autonomia não é propriedade emergente: é função do espaço de ação, das ferramentas disponíveis, das permissões concedidas e das políticas aplicadas. Quem desenha o agente desenha o teto de autonomia, e portanto o teto de risco.
🧠 Conceitos¶
- Agency. Capacidade operacional de perseguir um objetivo via decisões intermediárias e ações permitidas.
- Autonomia limitada. Agency restringida por escopo, ferramentas disponíveis, permissões IAM, budgets de custo, número máximo de passos e aprovações humanas em pontos críticos.
- Blast radius. O quanto uma ação errada do agente pode danificar o sistema/empresa. Inclui efeito reversível, efeito permanente, número de tenants atingidos, valor financeiro exposto.
🛡️ Princípios¶
- Menos permissões > mais permissões. Aumentar privilégio é decisão consciente, com revisão; reduzir é default.
- Aprovação humana para ações irreversíveis. Critérios objetivos (valor, classe de ação, recurso afetado) declarados antes do go-live.
- Budget + circuit breaker para limitar custo e número de passos.
- Observabilidade exige tracing de cada decisão, não só do resultado final.
- Defesa em profundidade entre identidade, policy, schema e tool registry - nenhuma camada isolada.
🚨 Sinais de excessive agency¶
- Agente com acesso a tools que ele "ainda não precisa", mas "pode vir a precisar".
- Agente compartilhando credencial de serviço com humano ou com outro agente.
- Agente sem
max_stepsclaro. - Agente sem budget por tenant.
- Agente cuja única defesa contra uso indevido é o prompt.
📚 Referências¶
- Anthropic - Measuring AI agent autonomy in practice: https://www.anthropic.com/news/measuring-agent-autonomy
- OWASP LLM Top 10 - LLM08 Excessive Agency: https://owasp.org/www-project-top-10-for-large-language-model-applications/