Capítulo 4.10 — Sandboxing e egress control¶
🎯 Objetivo¶
Definir o mínimo defensável para isolar execução de código não confiável - código gerado por LLM, scripts de tool, integrações de terceiros - e para controlar saídas de rede que podem se transformar em exfiltração silenciosa.
🧠 Conceito¶
Sandbox e egress control são camadas determinísticas (Cap. 0.6): não dependem do modelo "se comportar" para funcionar. São fronteiras físicas (ou virtualizadas) entre o que o agente propõe e o que o sistema executa de fato. Em ambientes corporativos, eles costumam ser o último anteparo contra um caminho de ataque que passou pelas demais camadas - prompt injection que chegou a uma tool, geração de código que tentou abrir conexão externa, ferramenta de terceiro que pediu acesso a um endpoint não previsto.
A regra prática é simples: se o modelo pode propor execução, o executor precisa estar isolado por design, não por instrução em prompt.
🛡️ Princípios¶
- Código gerado por LLM não executa fora de sandbox.
- Sandbox tem:
- sistema de arquivos efêmero;
- rede bloqueada por default;
- secrets mínimos;
- limite de CPU/memória/tempo.
- Egress controlado:
- allowlist de hosts;
- inspeção de payload (DLP);
- bloqueio de domínios suspeitos.
⚠️ Limites honestos¶
Sandbox não é mágica: ela reduz o blast radius, mas não impede que um agente legitimamente autorizado faça algo errado dentro do escopo permitido. Egress allowlist depende da qualidade da lista - domínios populares de hosting (raw GitHub, S3 público, paste services) são vetores comuns de exfiltração e precisam de tratamento explícito.
📚 Referências¶
- Anthropic - Code execution with MCP: https://www.anthropic.com/engineering/code-execution-with-mcp