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📖 Glossário

Glossário alfabético dos conceitos centrais usados no livro. Para conceitos importantes, a entrada explica:

  • O que é.
  • Onde aparece em produção.
  • Riscos.
  • Relação com outros conceitos.

Conceitos auxiliares têm definição mais curta. Entradas estão organizadas alfabeticamente; quando há sigla, ela é o título.


🗂️ Sumário


A

A2A (Agent2Agent protocol)

  • O que é. Protocolo aberto, originalmente proposto pelo Google e mantido como projeto sob a Linux Foundation (a2a-protocol.org), para padronizar a comunicação entre agentes via Agent Cards, mensagens e task lifecycle.
  • Onde aparece em produção. Ambientes onde múltiplos agentes (de diferentes fornecedores ou times) precisam se interconectar via contrato comum.
  • Riscos. Como em MCP, A2A é um conector; não é mecanismo de segurança. Autorização, identidade e auditoria precisam estar em camadas determinísticas.
  • Relação. Complementa MCP. MCP padroniza agente↔tool/recurso; A2A padroniza agente↔agente.
  • Maturidade. Tópico emergente; a spec evolui. Adotar com janela de migração explícita e controles fora do protocolo.

ABAC (Attribute-Based Access Control)

  • O que é. Modelo de autorização baseado em atributos (usuário, recurso, ação, contexto).
  • Onde aparece. Política de acesso a dados sensíveis, tools e memória de agentes.
  • Relação. Alternativa ou complemento a RBAC; pode ser implementado em OPA/Rego ou Cedar.

AgentOps

  • O que é. Conjunto de práticas operacionais específicas para agentes: versionamento de prompts, tools, MCP servers e runtime; observabilidade de tracing semântico; eval harness fim a fim; FinOps por agente.
  • Onde aparece. Em times que operam portfólio de agentes em produção.
  • Riscos. Confundir AgentOps com LLMOps; agentes adicionam complexidade de ação e estado.

Agent harness

  • O que é. Engenharia ao redor do modelo: orquestração, retries, timeouts, fallbacks, policy, observabilidade, evals, sandbox, HITL, auditoria.
  • Onde aparece. Em qualquer agente sério em produção.
  • Relação. O harness é o produto real. O modelo é apenas um componente.

Agent runtime

  • O que é. Camada que executa o loop do agente: recebe input, monta contexto, chama modelo, interpreta tool calls, executa tools, atualiza estado, decide parar.
  • Relação. Subconjunto do harness - apenas a execução, não a engenharia ao redor.

Agency

  • O que é. Capacidade operacional de perseguir um objetivo via decisões intermediárias e ações permitidas.
  • Riscos. Aumentar agency sem aumentar controles é o erro clássico em agentes.

AI Agent

  • O que é. Implementação concreta de um sistema agentic com modelo, contexto, ferramentas, memória, políticas, runtime, avaliação e observabilidade.
  • Relação. Difere de chatbot (sem tools/estado), copiloto (assiste humano) e workflow automatizado (determinístico).

AI gateway / Model gateway

  • O que é. Camada intermediária entre aplicação e providers de modelo. Responsabilidades: abstração de API, rate limiting (req/s + tokens/s + cost/s), caching (prompt + semantic), routing, fallback, observabilidade unificada, redaction/DLP, enforcement de budget, audit log, integração com policy engines.
  • O que NÃO faz. Não substitui IAM/policy real, não elimina prompt injection, não garante isolamento multi-tenant.
  • Projetos amplamente usados. LiteLLM (open-source), Kong AI Gateway plugins, Portkey, Cloudflare AI Gateway.
  • Riscos. Lock-in no gateway; ponto único de falha. Mitigado por desenho stateless e portabilidade.

Audit log

  • O que é. Registro imutável de eventos críticos (decisões, ações, acessos).
  • Onde aparece. Compliance, investigação de incidente, atribuição de responsabilidade.

Autonomia limitada

  • O que é. Autonomia restrita por escopos, permissões, budgets e aprovações.
  • Relação. Conceito central deste livro: agentes não devem fazer "o que quiserem".

Agent identity

  • O que é. Identidade própria do agente (service account, workload identity) distinta da credencial humana que o invocou.
  • Onde aparece. Agentes que atuam on-behalf-of com OAuth/OIDC, MCP Authorization, escopos mínimos e rotação de tokens.
  • Riscos. Reutilizar credencial humana amplia blast radius e dificulta auditoria.
  • Relação. Complementa delegated authorization e policy-as-code.

Agent Card

  • O que é. Documento (JSON) que descreve um agente compatível com A2A: endpoints, capabilities, autenticação, modos de execução.
  • Onde aparece. Discovery em sistemas multi-agente.
  • Riscos. Capacidades amplas demais; falta de versionamento explícito.

AWQ (Activation-aware Weight Quantization)

  • O que é. Método de quantização pós-treino que preserva canais de peso "salientes" (alta magnitude de ativação) e quantiza o resto.
  • Quando usar. Serving INT4 com qualidade superior a round-to-nearest.
  • Referência. Lin et al., 2023 (https://arxiv.org/abs/2306.00978).

B

Blue/green deployment

  • O que é. Estratégia de rollout com dois ambientes completos; tráfego alterna entre "azul" (atual) e "verde" (novo) para rollback rápido.
  • Onde aparece. Serviços de inferência e agentes quando reversão instantânea é requisito.
  • Relação. Complementar a canary e shadow deploy.

Batch inference

  • O que é. Execução de inferência em massa, geralmente offline ou em janelas programadas.
  • Trade-off. Latência alta, custo baixo. Útil para scoring, embeddings em massa, recomputação.

Bias

  • O que é. Erro sistemático por simplificação excessiva. Leva a underfitting.
  • Relação. Complementar a variance.

Blast radius

  • O que é. O quanto uma ação errada de um agente pode danificar o sistema/empresa.
  • Onde aparece. Decisões sobre permissões, sandboxing e HITL.

BPE (Byte Pair Encoding)

  • O que é. Algoritmo de tokenização sub-palavra.
  • Relação. Alternativa a SentencePiece em alguns modelos.
  • Referência. Sennrich, Haddow & Birch, ACL 2016 (https://aclanthology.org/P16-1162/).

bitsandbytes

  • O que é. Biblioteca Python para carregar modelos em 8-bit/4-bit (incluindo NF4) com Hugging Face Transformers.
  • Onde aparece. Prototipagem e fine-tuning (QLoRA).
  • Limites. Não é o caminho típico para serving de baixa latência em larga escala; para isso prefira kernels do vLLM/TensorRT-LLM.

C

Chatbot

  • O que é. Sistema que responde em linguagem natural, sem tools, estado operacional nem loop de ação autônoma.
  • Relação. Diferente de copiloto, workflow, agente e multi-agent.

Copiloto

  • O que é. Sistema que assiste um humano em tarefa específica, com autonomia baixa a média.
  • Relação. Não implica tool registry, policy engine nem eval harness completos.

Calibração

  • O que é. Correspondência entre probabilidade prevista pelo modelo e frequência real observada.
  • Métrica. ECE (Expected Calibration Error).
  • Onde aparece. Decisões de risco e ranking.

Canary deployment

  • O que é. Liberar nova versão para fatia pequena de tráfego, monitorar e expandir.

Catálogo de fontes de conhecimento (registro)

  • O que é. Inventário governado das fontes de conhecimento (coleções, bancos, grafos, feeds) com owner, origem/lineage, classificação de sensibilidade, política de acesso, jurisdição, freshness, versão e status de ciclo de vida. Metadado sobre as fontes, distinto do índice vetorial em si.
  • Onde aparece. Governança de RAG/GraphRAG, auditoria, supply chain (Cap. 4.12).
  • Nota. "Knowledge Base Registry" é nome aceitável (registro/catálogo é vocabulário de data governance). Rótulos com cara de produto como "Memory Bank", "Engine Orchestration" e "Evaluation Center" não são adotados - seus conceitos já têm nomes melhores (memória persistente, harness/runtime, eval harness).

Chunking

  • O que é. Divisão de documentos em pedaços para embedding e retrieval.
  • Riscos. Chunking ruim destrói RAG. Estratégias: fixo, semântico, hierárquico (parent/child).

Circuit breaker

  • O que é. Mecanismo que interrompe chamadas para um componente quando falhas excedem limite.
  • Onde aparece. Tool calls, modelo, retrieval.

Concept drift

  • O que é. Mudança na relação entre features e label ao longo do tempo.
  • Detecção. Métricas de performance comparadas a baseline.

Context engineering

  • O que é. Disciplina de selecionar, ordenar, compactar e estruturar o contexto enviado ao modelo.
  • Relação. Mais ampla que prompt engineering.

Context window

  • O que é. Máximo de tokens que o modelo aceita em uma chamada.
  • Trade-off. Janelas grandes aumentam custo e podem degradar qualidade por ruído.

Controle determinístico

  • O que é. Mecanismo cujo comportamento é previsível e auditável (código, policy-as-code, RBAC).
  • Relação. Distinguir de mitigação (que reduz probabilidade, sem garantir).

Continuous batching

  • O que é. Técnica de scheduling em servidores de inferência LLM que adiciona novas sequências ao batch a cada step, sem esperar batch fechar.
  • Onde aparece. vLLM, TensorRT-LLM (in-flight batching), TGI.
  • Por que importa. Aumenta utilização de GPU e throughput agregado.

Cedar

  • O que é. Linguagem de policy da AWS para autorização; alternativa a Rego em alguns ambientes cloud-native.
  • Onde aparece. Autorização de APIs e tools quando o time já padronizou Cedar.
  • Relação. Complementar a OPA/Rego e SpiceDB (ReBAC).

CycloneDX

  • O que é. Formato de SBOM mantido pela OWASP. Suporta ML-BOM (modelos, datasets, hyperparameters).
  • Onde aparece. Build pipelines, supply chain de IA.
  • Relação. Alternativa/complemento a SPDX.

D

Data contract

  • O que é. Especificação versionada de schema, qualidade, SLAs e regras de governança de um dataset.
  • Onde aparece. Interface entre upstream e pipelines de ML/LLM.

Dataset card

  • O que é. Documento que descreve origem, schema, viés, licença, restrições e uso recomendado de um dataset (análogo ao model card).
  • Onde aparece. Governança de dados, experiment tracking, supply chain.
  • Referência. Gebru et al. - Datasheets for Datasets.

Data drift

  • O que é. Mudança na distribuição das features ao longo do tempo.
  • Detecção. KS test (Kolmogorov-Smirnov), PSI, Jensen-Shannon divergence.

Delegated authorization

  • O que é. Permissão concedida a um agente para agir em nome de um usuário, via padrões como OAuth 2.0.
  • Riscos. Tokens amplos ou longos; necessidade de escopo mínimo e rotação.

Depreciação

  • O que é. Processo controlado de retirar um prompt, tool, modelo, schema, MCP server ou agente.
  • Riscos. Marcar metadata como deprecated não impede que o modelo tente usar. Bloqueio real precisa estar em camadas determinísticas.

Distillation

  • O que é. Treinar modelo menor (student) a partir de modelo maior (teacher).
  • Onde aparece. Otimização de custo em produção.

DataOps

  • O que é. Práticas de qualidade, lineage, contratos, freshness e SLAs sobre dados que alimentam ML/LLM.
  • Onde aparece. Pipelines de ingestão, feature stores, índices RAG.
  • Relação. Complementa MLOps; DataOps ruim degrada qualquer modelo.

DLP (Data Loss Prevention)

  • O que é. Conjunto de controles para evitar vazamento de dados sensíveis.
  • Onde aparece. Inspeção de prompts, outputs, tool calls.

Dimensão (de embeddings)

  • O que é. Tamanho do vetor produzido por um modelo de embedding (d). Valores comuns: 256–4096.
  • Trade-off. d maior tende a recall maior, mas custa mais storage, RAM e latência de ANN.
  • Relação. Em modelos Matryoshka, dimensão pode ser reduzida via truncamento sem reembedding.

E

Egress control

  • O que é. Restrição de saída de rede de sandboxes e runtimes de agente (allowlist de destinos, bloqueio por padrão).
  • Onde aparece. Execução de código gerado, MCP servers, tools externas.
  • Relação. Complementa sandbox e policy-as-code.

Equalized odds

  • O que é. Critério de fairness: TPR e FPR iguais entre grupos protegidos.
  • Onde aparece. Avaliação de modelos de classificação em contextos regulados.
  • Referência. Hardt, Price & Srebro (2016).

ECE (Expected Calibration Error)

  • O que é. Diferença média ponderada entre confiança prevista e acurácia observada em bins.
  • Onde aparece. Avaliação de calibração.

Embedding

  • O que é. Representação vetorial densa de texto, imagem ou entidade.
  • Onde aparece. Retrieval, clustering, classificação semântica.

Eval harness

  • O que é. Infraestrutura que executa avaliações sistemáticas (datasets, checks, release gates).
  • Onde aparece. CI/CD de prompts, tools, agentes e modelos.

Excessive agency

  • O que é. Situação em que o agente tem mais autonomia/permissões do que precisa.
  • Risco. Blast radius alto.

FP8 / FP16 / BF16 / INT8 / INT4 / NF4

  • O que são. Formatos numéricos usados em treino e inferência.
  • FP32 / FP16 / BF16 - ponto flutuante; FP16 menor que FP32 mantendo range razoável; BF16 mantém range ~ FP32 com 16 bits.
  • FP8 (E4M3, E5M2) - ponto flutuante de 8 bits, hardware moderno (H100, H200, MI300).
  • INT8 - inteiro 8 bits; W8A8 ou W8A16 em inferência.
  • INT4 / NF4 - inteiro 4 bits; NF4 é o "NormalFloat" 4-bit do QLoRA, otimizado para distribuição de pesos.
  • Onde aparecem. Quantização para inferência e fine-tuning.

F

FSDP (Fully Sharded Data Parallel)

  • O que é. Estratégia PyTorch que sharda parâmetros, gradientes e estados do otimizador entre GPUs (equivalente conceitual ao ZeRO-3).
  • Onde aparece. Fine-tuning/treino de modelos grandes que não cabem em uma GPU.
  • Relação. Com ZeRO/DeepSpeed; escopo operacional distinto de serving.

F1 score

  • O que é. Média harmônica de precisão e recall.
  • Onde aparece. Classificação com classes desbalanceadas.

Feature store

  • O que é. Plataforma que armazena, versiona e serve features.
  • Padrões. Offline store (treino) + online store (inferência) com paridade.

Fine-tuning

  • O que é. Adaptação dos pesos de um modelo pré-treinado a um domínio.
  • Quando usar. Estilo, formato, competência estreita.
  • Quando NÃO usar. Para inserir conhecimento factual mutável (use RAG).

FinOps

  • O que é. Disciplina para gestão de custo e consumo.
  • Em IA. Inclui token budget, custo por tarefa, custo por tenant, chargeback.

Function calling

  • O que é. Mecanismo schema-first para o modelo propor chamadas a funções.
  • Importante. O modelo propõe; a aplicação valida, autoriza e executa.

G

GGUF

  • O que é. Formato de arquivo do llama.cpp para modelos quantizados (Q4_K_M, Q5_K_M, Q8_0, IQ-quants etc.).
  • Onde aparece. Inferência local CPU/GPU mista, prototipagem.

GPTQ

  • O que é. Método de quantização pós-treino camada-a-camada que usa aproximação de segunda ordem do erro de reconstrução.
  • Quando usar. Serving INT4/INT3 com bom equilíbrio qualidade/custo.
  • Referência. Frantar et al., ICLR 2023 (https://arxiv.org/abs/2210.17323).

GraphRAG

  • O que é. RAG que usa estrutura de grafo (knowledge graph) para recuperar relações e subgrafos.
  • Quando usar. Perguntas multi-hop, compliance relacional, investigação.

Groundedness

  • O que é. Grau em que a resposta do modelo é apoiada por evidências recuperadas/citadas.
  • Onde aparece. Avaliação de RAG.

Guardrail

  • O que é. Camada heurística que tenta filtrar inputs/outputs perigosos.
  • Limites. Reduz risco, não garante. Não é controle determinístico.

H

Hallucination (alucinação)

  • O que é. Saída plausível mas factualmente incorreta de um LLM.
  • Mitigação. Grounding, RAG, validação, citações; nada elimina.
  • O que é. Combinação de busca lexical (BM25) e busca vetorial.
  • Quando usar. Documentos técnicos com siglas, códigos e linguagem natural.

HNSW (Hierarchical Navigable Small World)

  • O que é. Algoritmo de busca aproximada (ANN) por similaridade vetorial baseado em grafos hierárquicos.
  • Onde aparece. Quase todo vector DB moderno (Qdrant, Weaviate, pgvector, Pinecone, OpenSearch).
  • Referência. Malkov & Yashunin, TPAMI 2018 (https://arxiv.org/abs/1603.09320).

Human-in-the-loop (HITL)

  • O que é. Intervenção humana em pontos definidos do fluxo.
  • Importante. O humano deve aprovar plano concreto, não intenção vaga.

I

Indirect prompt injection

  • O que é. Conteúdo recuperado por RAG/tool contém instruções maliciosas que o modelo pode obedecer.
  • Mitigação. Sanitização, allowlists, policy checks, separação de instruções e dados.

Inference

  • O que é. Execução do modelo treinado para produzir saídas.
  • Modalidades. Batch, online, streaming, edge.

K

Knowledge graph

  • O que é. Grafo de entidades, relações e propriedades.
  • Onde aparece. GraphRAG, compliance relacional, investigação.

KV cache

  • O que é. Cache de chaves/valores da atenção durante inferência.
  • Onde aparece. Acelera decode em LLMs (após prefill).

L

Label leakage

  • O que é. Feature contém o próprio label (ou função direta dele).
  • Risco. Performance irreal em offline; desastre em produção.

LIME (Local Interpretable Model-agnostic Explanations)

  • O que é. Técnica de explicação local que aproxima o modelo por um regressor linear em torno de uma predição.
  • Limites. Aproximação, não "verdade" do modelo.
  • Referência. Ribeiro, Singh & Guestrin (KDD 2016).

Latência (p50, p95, p99)

  • O que é. Métricas de tempo de resposta.
  • Importante. SLOs de produção devem usar percentis, não média.

LLM-as-a-judge

  • O que é. Uso de LLM para avaliar respostas conforme rubrica.
  • Limites. Útil para escalar, não é única fonte de qualidade; calibrar contra humanos.

LLMOps

  • O que é. Práticas para operar aplicações baseadas em LLM (versionamento, caching, evals, observabilidade, custo).

LoRA / QLoRA

  • O que é. Técnicas de fine-tuning eficiente que atualizam matrizes de baixo posto.
  • LoRA. Adapters de baixo posto sobre o modelo base congelado (Hu et al., 2021).
  • QLoRA. LoRA sobre base 4-bit (NF4) com double quantization e paged optimizers (Dettmers et al., 2023).
  • Onde aparece. Adaptação de comportamento sem custo de full fine-tuning.

M

Metadata filtering

  • O que é. Restrição de candidatos no retrieval por atributos estruturados (tenant, idioma, jurisdição, data).
  • Onde aparece. RAG multi-tenant, hybrid search, compliance.
  • Riscos. Filtro ausente ou mal aplicado causa cross-tenant leakage.

Matryoshka embeddings / Matryoshka Representation Learning (MRL)

  • O que é. Família de embeddings treinados para que prefixos do vetor (ex.: 64, 128, 256, 512, 1024 dimensões) já sejam representações semanticamente válidas. Permite truncar dimensão sem reembedding.
  • Onde aparece. OpenAI text-embedding-3-* (parâmetro dimensions), Cohere Embed v3, Nomic Embed, Sentence Transformers.
  • Trade-off. Reduz custo/storage com perda controlada de qualidade.
  • Referência. Kusupati et al., NeurIPS 2022 (https://arxiv.org/abs/2205.13147).

MCP (Model Context Protocol)

  • O que é. Protocolo aberto para conectar aplicações de IA a tools, resources e prompts via clients e servers.
  • Limites. Conector útil; não substitui autorização corporativa, threat modeling, runtime, evals, observabilidade ou aprovação humana.

MCP server

  • O que é. Servidor que expõe capabilities MCP (tools, resources, prompts) para clients.
  • Riscos. Capacidades amplas demais; falta de autorização granular; supply chain.

MCP client

  • O que é. Componente que conecta uma aplicação (host) a um MCP server.

Memória (em agentes)

  • O que é. Estado persistido e recuperável usado pelo agente.
  • Tipos. Short-term, working, long-term, episodic, semantic, operacional, de ferramentas, de decisões.
  • Riscos. Memory poisoning, privacidade, obsolescência.

Memory poisoning

  • O que é. Contaminação da memória do agente com dado incorreto ou malicioso, que depois é reutilizado.
  • Mitigação. Provenance, TTL, confirmação para preferências, evals.

Mitigação

  • O que é. Mecanismo que reduz probabilidade de um risco, sem garantir eliminação.
  • Relação. Distinguir de controle determinístico.

MITRE ATLAS

  • O que é. Taxonomia de táticas e técnicas de ataque a sistemas de ML.
  • Onde aparece. Threat modeling complementar ao OWASP LLM Top 10.
  • Referência. https://atlas.mitre.org/

MLOps

  • O que é. Práticas para ciclo de vida de modelos ML tradicionais (pipeline, registry, observabilidade, governança).

Model card

  • O que é. Documento técnico que descreve propósito, dados de treino, métricas, limites, riscos e uso recomendado de um modelo.

Model registry

  • O que é. Catálogo versionado de modelos com metadata, status (staging, production, archived) e aprovação.

Model routing

  • O que é. Seleção dinâmica de modelo (por complexidade, custo, jurisdição).

Multi-agent

  • O que é. Sistema com múltiplos agentes coordenados.
  • Riscos. Custo, coordenação, loops. Usar apenas com decomposição real.

N

NDCG

  • O que é. Normalized Discounted Cumulative Gain. Métrica de ranking com relevância ordinal e ponderação por posição.

NIST AI RMF

  • O que é. Risk Management Framework do NIST para sistemas de IA.

NIST Generative AI Profile

  • O que é. Recorte do AI RMF aplicado a sistemas de IA generativa.
  • Onde aparece. Governança e compliance em deployments com LLMs/agentes.

O

OAuth 2.0 Token Exchange (RFC 8693)

  • O que é. Padrão IETF para troca de tokens; viabiliza fluxos on-behalf-of e impersonation controlada.
  • Onde aparece. Delegated authorization para agentes que atuam em nome de usuário.

OPA / Rego

  • O que é. Open Policy Agent + linguagem Rego para policy-as-code.
  • Onde aparece. Autorização de tools de agente, microsserviços, Kubernetes.

Observabilidade

  • O que é. Capacidade de inferir o estado interno de um sistema a partir de seus outputs (logs, métricas, traces).
  • Em IA. Inclui tracing semântico, métricas de qualidade, custo e segurança.

OpenTelemetry GenAI

  • O que é. Convenções semânticas do OpenTelemetry para tracing de LLMs e agentes.

Overfitting

  • O que é. Modelo memoriza ruído do treino; baixo erro em treino, alto em teste.

OWASP LLM Top 10

  • O que é. Lista mantida pela OWASP com os principais riscos para aplicações com LLMs (prompt injection, insecure output handling, supply chain, excessive agency etc.).

P

Planner-executor (padrão arquitetural)

  • O que é. Agente que primeiro planeja etapas e depois executa com tools, com pontos de aprovação humana.
  • Onde aparece. Tarefas multi-etapa auditáveis em enterprise.
  • Relação. Variante de workflow-first; distinto de multi-agent livre.

Population Stability Index (PSI)

  • O que é. Métrica de mudança de distribuição entre baseline e produção; comum em monitoramento de drift.
  • Onde aparece. Data drift, validação de features.

Post-Training Quantization (PTQ)

  • O que é. Quantização aplicada após o treino (GPTQ, AWQ, SmoothQuant).
  • Onde aparece. Serving com INT8/INT4.
  • Relação. Alternativa a QAT.

PagedAttention

  • O que é. Algoritmo de gestão de KV cache em blocos paginados; evita fragmentação e habilita batches maiores.
  • Onde aparece. vLLM (origem); inspirou abordagens similares em outros engines.
  • Referência. Kwon et al., SOSP 2023 (https://arxiv.org/abs/2309.06180).

Point-in-time correctness

Policy-as-code

  • O que é. Políticas codificadas, testáveis e versionadas (OPA/Rego, Cedar, etc.).
  • Importante. Políticas críticas devem estar em código, não em prompts.

Prompt caching

  • O que é. Cache de partes estáveis do prompt para reduzir custo e latência.
  • Cuidado. Caching mal desenhado pode mascarar mudanças de política ou versão.

Prompt engineering

  • O que é. Formulação de instruções para orientar o modelo.
  • Relação. Subconjunto de context engineering.

Prompt injection

  • O que é. Entrada (direta ou indireta) que tenta alterar o comportamento do modelo.
  • Mitigação. Delimitação, allowlists, policy-as-code, validação. Não há defesa completa.

PTQ

  • Ver Post-Training Quantization (PTQ).

QAT (Quantization-Aware Training)

  • O que é. Treino que simula quantização durante o forward/backward para melhor qualidade que PTQ puro.
  • Trade-off. Maior custo de engenharia que PTQ.

Prefill / Decode

  • O que são. As duas fases da inferência de LLM.
  • Prefill - processa prompt em paralelo; latência dominante do TTFT. Limitada por compute.
  • Decode - gera tokens um a um; latência dominante do TPOT. Limitada por memory bandwidth.

Provenance

  • O que é. Origem verificável de um artefato (dataset, modelo, documento, preferência de memória).

R

Reciprocal Rank Fusion (RRF)

  • O que é. Método de fusão de rankings (ex.: BM25 + vetorial) sem calibrar scores diretamente.
  • Onde aparece. Hybrid search em RAG enterprise.
  • Referência. Cormack, Clarke & Buettcher (SIGIR 2009).

RAG (Retrieval-Augmented Generation)

  • O que é. Geração de respostas apoiada em recuperação de documentos externos.
  • Limites. Não elimina alucinação; reduz risco quando a recuperação é boa.

RBAC (Role-Based Access Control)

  • O que é. Autorização baseada em papéis.

ReBAC (Relationship-Based Access Control)

  • O que é. Autorização baseada em relações entre entidades.
  • Onde aparece. Sistemas com grafo de permissões (SpiceDB).

Reranking

  • O que é. Reordenação dos resultados recuperados com modelo ou heurística.

Risco residual

  • O que é. Risco que permanece após aplicar todos os controles.
  • Importante. Deve ser explicitamente aceito ou transferido.

Runbook

  • O que é. Procedimento operacional para incidentes e rotinas.

S

SentencePiece

  • O que é. Tokenizador sub-palavra independente de idioma; base de BBPE em vários LLMs.
  • Relação. Alternativa/complemento a BPE.
  • Referência. Kudo & Richardson (2018).

SHAP (SHapley Additive exPlanations)

  • O que é. Valores de contribuição por feature baseados em teoria dos jogos (aproximados).
  • Limites. Explicação aproximada; custo computacional em modelos grandes.

STRIDE

  • O que é. Modelo de threat modeling (Spoofing, Tampering, Repudiation, Information disclosure, Denial of service, Elevation of privilege).
  • Onde aparece. Revisão de arquitetura de sistemas de IA (adaptado no Cap. 4.2).

Sandbox

  • O que é. Ambiente isolado para execução de código gerado/executado por agente.
  • Componentes. Filesystem efêmero, rede bloqueada, secrets mínimos, limites de recurso.

SBOM (Software Bill of Materials)

  • O que é. Inventário de dependências de um artefato de software.
  • Formatos. SPDX, CycloneDX.

Semantic cache

  • O que é. Cache baseado em similaridade semântica (não em hash exato).
  • Risco. Resposta stale.

Shadow deploy

  • O que é. Nova versão roda paralelamente à atual, sem afetar usuários.

SLSA

  • O que é. Supply-chain Levels for Software Artifacts. Framework de níveis (1 a 4) de segurança de build e provenance.
  • Versão atual. v1.x. Referência: https://slsa.dev/spec/v1.2/.

SmoothQuant

  • O que é. Método de quantização que redistribui dificuldade entre pesos e ativações via reescala, permitindo W8A8.
  • Referência. Xiao et al., ICML 2023 (https://arxiv.org/abs/2211.10438).

Speculative decoding

  • O que é. Técnica de aceleração em que um draft model pequeno propõe tokens e o modelo grande verifica em paralelo.
  • Onde aparece. vLLM, TensorRT-LLM, Medusa, Lookahead Decoding.
  • Referência. Leviathan et al., ICML 2023 (https://arxiv.org/abs/2211.17192).

SPDX

  • O que é. Formato de SBOM mantido pela Linux Foundation; ISO/IEC 5962:2021.
  • Referência. https://spdx.dev/.

Structured outputs

  • O que é. Saída do modelo aderente a um schema (JSON, Pydantic).
  • Importante. Garante forma, não garante conteúdo correto.

Supply chain risk

  • O que é. Risco de comprometimento via dependências, MCP servers, modelos ou datasets.

T

Tenant isolation

  • O que é. Garantia de que dados, memória e contexto de um tenant não vazam para outro.
  • Importante. Um dos piores incidentes possíveis em RAG é cross-tenant leakage.

Token

  • O que é. Unidade básica de processamento de um LLM (sub-palavra).

Token budget

  • O que é. Orçamento de tokens permitido por etapa, tarefa ou tenant.

Tool registry

  • O que é. Catálogo versionado de tools, com schemas, owners, permissões e status.

Tool use

  • O que é. Capacidade do agente de usar sistemas externos para obter dados ou executar ações.

Tracing

  • O que é. Rastreamento estruturado da execução, com spans e atributos semânticos.

TTFT (Time To First Token)

  • O que é. Latência percebida até o primeiro token gerado; dominada pelo prefill.
  • Onde aparece. SLA de streaming em chat e agentes.

TPOT (Time Per Output Token)

  • O que é. Tempo entre tokens gerados; dominado pelo decode e por memory bandwidth.
  • Onde aparece. SLA de respostas longas; sensação de "fluidez".

U

Underfitting

  • O que é. Modelo não captura padrão; erro alto em treino e teste.

V

Variance

  • O que é. Sensibilidade do modelo a pequenas mudanças no dataset.
  • Relação. Complementar a bias; alta variance leva a overfitting.

Vector database

  • O que é. Banco especializado em busca por similaridade vetorial.
  • Limites. Similaridade ≠ relevância; ruim com IDs, datas, números exatos.

Vector poisoning

  • O que é. Inserção de documento malicioso no índice RAG.
  • Mitigação. Validação de ingestão, provenance, isolamento, reindexação.

vLLM

  • O que é. Engine open-source de serving de LLM. Introduziu PagedAttention e continuous batching de forma popular.
  • Onde aparece. Self-hosting enterprise e prototipagem séria.
  • Referência. https://docs.vllm.ai/en/latest/.

W

Workflow-first agent

  • O que é. Padrão em que um workflow determinístico controla o processo e o LLM entra em pontos específicos.
  • Importante. Costuma ser mais defensável em produção corporativa do que agentes autônomos livres.

Z

ZeRO (Zero Redundancy Optimizer)

  • O que é. Família de técnicas (DeepSpeed) que particiona estados do otimizador, gradientes e parâmetros entre GPUs.
  • Onde aparece. Treinamento/fine-tuning de modelos grandes.
  • Relação. Equivalente conceitual ao FSDP (estágio 3).

Zero trust (aplicado a IA)

  • O que é. Postura de não confiar em nenhum componente por padrão -inputs, documentos recuperados, tool outputs e memória são tratados como potencialmente hostis.

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